Centro Cultural Brasil-Haiti - Atividades Culturais
Atividades culturais movimentam o Centro Cultural Brasil-Haiti Celso Ortega Terra no mês de junho
2 de junho: O CCBH recebeu grupo musical que chegou ao Haiti no NDD Rio de Janeiro, que visitou o país em missão de ressuprimento do contingente militar brasileiro da Força de Paz. A apresentação do grupo, formado por praças da Marinha, aconteceu salão do CCBH e contou com coro dos alunos de língua portuguesa cantando "Garota de Ipanema". Ao final, uma pequena "aula" de samba.
5 de junho: O CCBH recebeu a ONG brasileira Viva Rio. A instituição, que atua no bairro de Bel Air, dedica-se a projetos para melhorar o cotidiano da população local, por meio de intervenções como a distribuição de água potável, reaproveitamento do lixo e ações de cunho ambiental. Atualmente, a região, que já foi considerada uma das mais violentas do país, é um modelo de sucesso da presença militar brasileira no Haiti e da participação solidária por meio de ações conjuntas entre os contingentes nacionais e as ONGs que atuam na localidade, especialmente a Viva Rio.
O trabalho realizado pela Viva Rio e seus resultados foram apresentados pelo Coordenador Geral, Rubem Cesar Fernandes, que mostrou diversos indicadores relativos à vida cotidiana dos jovens de um dos bairros mais carentes e estigmatizados de Porto Príncipe. Foram abordados temas como violência, sexualidade, religião, drogas e família. Após a apresentação, houve debate com a participação do público presente.
13 de junho: No dia de Santo Antônio, realizou-se a Festa Junina, reunindo alunos do Centro Cultural e membros da comunidade brasileira, em especial os integrantes do contingente militar brasileiro. O evento contou com banda de forró, comidas típicas e quadrilha formada por alunos e professores do CCBH.
Capoeira: As aulas de capoeira, que começaram em maio sob o comando da equipe Gingando Pela Paz/Viva Rio, coordenada pelo Contramestre Flávio Soares, continuaram no mês de junho. A capoeira, que conquista cada vez mais público no país, tem sido importante veículo de difusão da cultura brasileira e da língua portuguesa, por meio dos cantos e expressões usadas.
05, 20 e 27 de junho: Foram realizadas sessões de cinema e debates, após a exibição. A programação incluiu os filmes "Lavoura Arcaica", de Luís Fernando Carvalho, a comédia romântica "Pequeno Dicionário Amoroso" e "As filhas do vento", de Joel Zito Araújo.
30 de junho: Lançamento do relatório da pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos em Cultura e Economia (NuCEC) do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ sob demanda da ONG Viva Rio, intitulado "A Vida Social da Água em Bel Air". Os pesquisadores contaram ainda com o suporte técnico-logístico do INURED - Institut Interuniversitaire de Recherche et Dévéloppment, parceiro constante do NuCEC em seu projeto de pesquisas no Haiti sobre "Moedas e Mercados", apoiado pelas agências brasileiras de fomento à pesquisa CAPES, CNPq e Faperj. A apresentação dos resultados da pesquisa e o lançamento da publicação foram conduzidos pelos pesquisadores Federico Neiburg, antropólogo, professor do PPGAS/UFRJ, e Natacha Nicaise, antropóloga, Doutora em Antropologia Social pelo PPGAS/UFRJ. Depois de uma breve apresentação da parte da Viva Rio, por seu diretor executivo, Rubem Cesar Fernandes, os pesquisadores discutiram diversos da distribuição e do comércio de água na região de Bel Air. Tal região é marcada, paradoxalmente, por uma presença constante de diversas formas de comercialização e distribuição de água e, em contrapartida, pelo seu alto preço e suposta escassez. Seguiu-se à apresentação um debate, que abordou aspectos sugeridos pelo relatório e considerações sobre a Viva Rio e suas intervenções na região de Bel Air.

